O poeta Waly Salomão, tema do documentário Pan-Cinema Permanente, de Carlos Nader
Em cerimônia realizada ontem no Sindicato dos Jornalistas do estado de São Paulo, a
Associação Brasileira dos Críticos de Arte (APCA) divulgou os destaques da arte em 2008. As categorias contempladas foram: Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Erudita, Música Popular, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão. O prêmio será entregue no primeiro semestre de 2009. Na categoria Literatura, destaque para
Flores Azuis, de Carola Saavedra (melhor romance),
Anima Animalis, de Olga Savary e Marcelo Frazão, (melhor livro de poesia) e
Os Irmãos Karamázov, clássico de Dostoiévski vencedor da melhor tradução, realizada por Paulo Bezerra. O prêmio de melhor filme foi dividido entre
Linha de Passe, de Walter Salles, e
Serras da Desordem, de Andrea Tonacci. Houve ainda uma premiação especial do Júri para
Pan-Cinema Permanente, documentário de Carlos Nader sobre o poeta Waly Salomão. Confira os demais vencedores no site da APCA.
Postado em 10/12/2008 11:44
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SAC
Desde 1º de dezembro passam a vigorar as novas regras para os Serviços de Atendimento ao Consumidor por telefone. Leia as normas abaixo.
Fonte: Ministério da Justiça/Agência Brasil
Postado em 02/12/2008 09:34
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Fuvest 2009
Neste domingo, 23, o principal vestibular do país, a
Fuvest, recebeu seus candidatos para a disputa das vagas na Universidade de São Paulo, na Academia de Polícia Militar do Barro Branco e na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. Ao todo foram 138.242 inscritos, porém 5,32% (média) deles não compareceram à prova, o que equivale a 4.975 vestibulandos na região metropolitana e 2.374 no interior. Alguns contratempos marcaram este ano. A falta de energia elétrica em duas escolas, UNICID (Universidade Cidade de São Paulo) na Vila Carrão e Faculdades Integradas Rio Branco na Lapa, acabou atrasando a divulgação do gabarito oficial. Em outras houve divergência de orientações quanto à forma de preenchimento da prova. "O que levar para a primeira fase: lápis nº 2, borracha, água e alimentos", de acordo com a página 36 do manual do candidato. Porém, na hora da prova, as folhas de respostas e as orientações dos fiscais pediam o uso de caneta. Segundo a Fuvest, isso aconteceu porque o manual e as folhas não são impressos no mesmo período. De qualquer forma, os vestibulandos que preencheram a lápis não terão problemas.
Além disso, a equipe de Geografia do Anglo encontrou conflito de informações na questão 48 da prova V, que corresponde à 57 da K, 17 da Q, 78 da X e 58 da Z. A pergunta tratava das desigualdades regionais no país. A resposta divulgada pela banca da Fuvest é a "A": "o desequilíbrio econômico regional vem sendo, ao menos parcialmente, atenuado pelo menor número de representantes do Sudeste no Congresso Nacional, em comparação aos do Norte e Nordeste". No entanto, segundo Reinaldo Scalzaretto do Anglo, "o Sudeste tem mais representantes, e não menos, como afirma a resposta". O porta-voz da Fuvest José Coelho Sobrinho afirmou que neste caso a banca pode ser chamada e haver anulação da questão, como já aconteceu na história da Fuvest.O gabarito está disponível no site oficial. A chamada para a segunda fase acontece no próximo dia 15 de dezembro, quando três candidatos por vaga serão convocados. As provas serão aplicadas entre os dias 6 e 10 de janeiro de 2009 em locais a serem informados. A lista dos aprovados sai em 4 de fevereiro de 2009.
Postado em 24/11/2008 11:01
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Eleições 2008
O fim e o recomeço da esperança
Francisco Bosco
Foto: Wilson Dias/Abr
Rio de Janeiro - O candidato Fernando Gabeira (PV) chega para votar
na escola municipal Pedro Ernesto, na Lagoa, zona sul do Rio
Desde que foi oficialmente anunciada a derrota de Gabeira, algumas horas atrás, tenho recebido muitos emails de amigos comentando o ocorrido. Em meio à consternação geral e às diversas tentativas de análise das causas da derrota e de suas conseqüências, um email tocou num aspecto essencial, que exige a seguinte reflexão. O texto em questão é do jornalista e escritor Fernando Molica; nele, Molica pergunta minha opinião sobre se a derrota de Gabeira significaria a irrefutabilidade política, concretamente falando, do "axioma pernicioso" que Gabeira teria tido a coragem e firmeza éticas de atacar, sendo esse o sentido fundamental de sua candidatura. Esse axioma, eu o descrevera em texto anterior (publicado aqui nesse site), nos seguintes termos: "A eleição de Gabeira fará ruir um axioma pernicioso que vem dominando a cena política no Brasil, e em que tanto o PSDB como o PT, nas últimas quatro eleições presidenciais, mergulharam de cabeça: o axioma segundo o qual não se vence uma eleição sem fazer o jogo sujo das alianças espúrias, do loteamento prévio de cargos, dos golpes baixos eleitorais e por aí em diante. Esse jogo sujo, ao começar logo na campanha, invariavelmente caminha para o exercício do poder, onde o mais despudorado fisiologismo (vide, como exemplo recente, o episódio Renan Calheiros) é sempre desculpado pela "governabilidade", palavrinha mágica com a qual os governantes legitimam sua fraqueza ideológica e moral."
Pois bem, o que mais me entristeceu na derrota de hoje - e ao mesmo tempo é o que deixa acesa uma centelha de esperança - é que Gabeira, a meu ver, não perdeu porque fez uma campanha historicamente inovadora, orientada por princípios éticos inarredáveis. Perdeu por detalhes. Sobretudo erros que ele próprio cometeu durante o segundo turno. Podem-se elencar vários: a declaração infeliz sobre a vereadora Lucinha (a qual, segundo Gabeira, teria "uma visão suburbana" a respeito da instalação de um lixão na zona oeste do Rio), a declaração mais infeliz ainda sobre os sambistas que apoiaram publicamente Eduardo Paes (que, segundo o candidato do PV, "foram atraídos por uma feijoada"), as imagens muito centradas na zona sul em seus programas, os artistas idem, uma postura pouco incisiva em denunciar os golpes baixos do adversário, entre outros. Esses erros têm a ver, em parte, com seus próprios méritos.
A declaração sobre a vereadora Lucinha é, numa dimensão conceitual mais profunda, desprovida de qualquer preconceito: Gabeira empregou a palavra "suburbana" no sentido de provinciana, limitada, excessivamente local e conjuntural, e não como um preconceito contra a origem de alguém. Da mesma forma, ao falar que os tais sambistas foram atraídos por uma feijoada ele certamente tinha em mente o papel cúmplice da vítima simbólica no populismo brasileiro: a definição do populismo é precisamente a relação não-institucional, não-legal, portanto não-republicana entre o dono do poder e o "povo". Trocando em miúdos, trata-se do político que oferece cesta-básica em troca de votos, pessoalizando a política ao invés de universalizá-la. Os cidadãos pobres que aceitam esse jogo comportam-se exatamente como quem aceita votar em alguém por causa de uma feijoada, e era a esse mecanismo histórico que Gabeira, no fundo, aludia. Não há como comprovar que os sambistas em questão apoiavam Paes por motivos de ordem pessoalizante, daí a declaração de Gabeira ter sido mesmo infeliz e até leviana, mas ela, num nível mais profundo, tocava numa questão fundamental.
Com efeito, a candidatura de Gabeira tinha sua força maior numa dimensão simbólica (centrada na sólida afirmação dos valores republicanos, eles mesmos simbólicos e abstratos por definição) que, por sua vez, exige do eleitorado uma alta capacidade de abstração. Não é por acaso, obviamente, que a imensa maioria de seus eleitores é dotada de maiores níveis de instrução. A essa força simbólica, o candidato adversário respondia com uma retórica concreta, palpável, de ação e números, supostamente esvaziada de caráter ideológico. O embate se estabeleceu entre esses pólos, e Gabeira errou decisivamente ao fornecer munição para que seu adversário, valendo-se dos golpes baixos da política tradicional, transformasse seu republicanismo em elitismo, sua sofisticação intelectual em preconceito. No meu entender, esse erro determinou sua derrota.
Mas, assim como sua candidatura transcendia, simbolicamente, seu tempo e lugar efetivos, sua derrota também transcende seu resultado efetivo. À pergunta de Fernando Molica, com que iniciei esse arrazoado, eu responderia então o seguinte: a derrota de Gabeira não significa a vitória do axioma pernicioso acima referido, mas, ao contrário, a prova de que é possível desmenti-lo. Pois Gabeira não perdeu porque desobedeceu o axioma, mas porque errou em detalhes de campanha. Detalhes que, numa contenda acirrada, acabaram por fazer a diferença. Quando surgirá uma outra figura política com tamanha estatura ética e vontade política para enfrentar tudo isso, aí são outros quinhentos (espero que não quinhentos anos), mas, tal como se deu, a derrota reacende a esperança no momento mesmo que a apagou.
Postado em 27/10/2008 14:36
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Eleições 2008
Fonte: Abr
Postado em 27/10/2008 14:22
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E-Lixo
sxc.hu
No próximo dia 30 de outubro, a secretaria do Meio Ambiente do estado de São Paulo promove o
Mutirão do Lixo Eletrônico. Nesta ocasião, urnas de coleta serão instaladas para receber celulares, baterias e pilhas recarregáveis sem utilidade, o chamado e-lixo. A destinação inadequada destes utilitários pode causar contaminação de rios, reservatórios e solo, além de outros possíveis danos à saúde humana. O Brasil já ultrapassou a marca de 130 milhões de celulares no país, cerca de 72 aparelhos para cada 100 habitantes. A cada segundo são fabricados 23 celulares no mundo. Todos os anos são gerados 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos no planeta. "Não devolva para a natureza algo que ela não criou", é com esse apelo que a secretaria do Meio Ambiente conta com a sua participação. Encontre o ponto de coleta mais próximo da sua casa.
Postado em 22/10/2008 13:05
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Cotidiano
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Por Francisco Bosco, a uma semana da eleição.
A candidatura de Gabeira a prefeito do Rio de Janeiro tem uma enorme importância, não apenas para a cidade do Rio, como para todo o Brasil e sua história política. É no mínimo uma raridade, senão uma novidade histórica, uma candidatura que, desde o início, tenha se orientado incondicionalmente por princípios de absoluto respeito à legalidade, ao espaço público e aos adversários políticos. Uma candidatura que tenha se guiado por um elevado senso moral, de que não abriu mão mesmo quando confrontando manobras tradicionais da política brasileira, como distribuição de panfletos apócrifos, uso abusivo e caviloso de declarações infelizes (como no episódio que envolveu a vereadora Lucinha), estratégias obscurantistas, etc. Pois essa tem sido a postura do candidato Gabeira, que estabeleceu tais princípios como condição para candidatar-se.
Não se pode perder de vista a chance e o significado históricos desse gesto e de sua manutenção inabalável. A eleição de Gabeira fará ruir um axioma pernicioso que vem dominando a cena política no Brasil, e em que tanto o PSDB como o PT, nas últimas quatro eleições presidenciais, mergulharam de cabeça: o axioma segundo o qual não se vence uma eleição sem fazer o jogo sujo das alianças espúrias, do loteamento prévio de cargos, dos golpes baixos eleitorais e por aí em diante. Esse jogo sujo, ao começar logo na campanha, invariavelmente caminha para o exercício do poder, onde o mais despudorado fisiologismo (vide, como exemplo recente, o episódio Renan Calheiros) é sempre desculpado pela "governabilidade", palavrinha mágica com a qual os governantes legitimam sua fraqueza ideológica e moral.
É precisamente contra tudo isso que a candidatura de Gabeira desde já se opõe, e a firmeza que o candidato vem demonstrando na sustentação dessa postura não deixa dúvidas quanto a que ela permanecerá orientando sua gestão, em caso de vitória. Pois essa vitória, então, significará nada menos que a possibilidade de o exercício político estar verdadeiramente subordinado aos interesses republicanos, isto é, significará que a esfera política brasileira, tão esvaziada, tão imobilizadora, será dotada de credibilidade. Sem essa credibilidade parece impossível mobilizar a sociedade a fim de ela tornar-se uma força decisiva no processo de engrandecimento do Brasil, processo que exige maior justiça social, o que por sua vez depende de amplo respeito à legalidade.
Parece-me que tudo isso fica comprometido quando a esfera política é contaminada, desde as campanhas eleitorais, pelo jogo sujo de que falei acima. Não sou cientista político, minhas palavras são apenas as de um cidadão atento ao que considera os caminhos e descaminhos de sua cidade, seu país, seu mundo. Mas posso e devo dizer que, numa era de tantas incertezas - morais, estéticas, comportamentais, etc. -, a candidatura de Gabeira é um acontecimento que não me deixa nenhuma dúvida quanto a sua importância e seu significado de oportunidade histórica, oportunidade que não podemos desperdiçar.
Postado em 20/10/2008 14:40
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Guerra dos mundos
Papel, cola e blog. Munido dessas "armas" o designer carioca Fabio Lopez, 29 anos, encontrou uma forma diferente de protestar contra a violência do Rio de Janeiro: criou uma nova versão de um famoso jogo de tabuleiro. No popular War, da Grow, o participante pode invadir a Oceania ou acabar com os exércitos vermelhos. No War in Rio, as cartas determinam tarefas como conquistar 24 favelas a sua escolha e eliminar o BOPE. Foi depois de assistir o filme
Tropa de Elite que Fabio decidiu escrever e produzir o manifesto. Como já gostava de jogar War, não teve dificuldade em criar a paródia. Os continentes do tabuleiro original se transformaram em setores que representam seis regiões da capital carioca (Zona Sul, Zona Oeste, Zona Norte, Central, Av. Brasil e Baixada Fluminense), nas quais estão apontadas diversas favelas da cidade. Tanto o tabuleiro quanto as cartas-objetivo foram montadas artesanalmente, fotografadas e exibidas em um blog, o www.jogowarinrio.blogspot.com. A página entrou no ar em 28 de novembro de 2007 e cinco dias depois já tinha recebido cerca de 75 mil visitas. Segundo o designer, o objetivo não é comercializar o War in Rio e sim usar a Internet para movimentar a imprensa e "fazer com que as pessoas saiam de uma zona de conforto e alienação para discutir a realidade". "É nessa cidade dividida e dominada por grupos armados que queremos viver?", questiona ele, que diz preferir usar a ironia e a irreverência que protestar em uma passeata. "Isso as autoridades já aprenderam a ignorar."
Postado em 11/01/2008 14:15
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Dia mundial sem carro
Interessante a iniciativa dos artistas da Vila Madalena de abrir as portas de seus ateliês para visitantes que se dispuserem a deixar seus carros em casa e aderir ao Dia Mundial Sem Carro. O movimento anual Arte na Vila acontece no dia 22 de setembro (sábado) e pretende manter o número de visitantes a pé dos últimos anos, cerca de 10 mil. O objetivo, como se pode notar, é despertar a atenção para a importância do combate à poluição do ar e incentivar o uso de transportes não-motorizados. Confira aquio mapa dos ateliês participantes.
Postado em 19/09/2007 13:46
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Sem taxa
Notícia boa: a juíza Fernanda Souza Hutzler, da 20ª Vara Federal Cível de São Paulo, determinou a suspensão imediata da cobrança da taxa para expedição e registro de diploma dos alunos de 13 universidades particulares da Grande São Paulo. É uma prática comum e injusta a cobrança dessas taxas, que variam de acordo com a instituição. Além de pagar (caro) durante todo o período da vida acadêmica e enfrentar um mercado de trabalho cada vez mais difícil, o jovem ainda tem que pagar pelo diploma? Vamos torcer para que todas as universidades particulares, espontaneamente, deixem de querer ganhar em tudo. Até no diploma.
Postado em 14/09/2007 15:23
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